Exposição homenageia Sítio de Pai Adão no Museu da Cidade do Recife

Com 50 imagens inéditas do fotografo Mateus Sá, a mostra está aberta para visitação até janeiro de 2024

Texto: Redação Afoitas | Imagem: Mateus Sá

 

A fim de reconhecer a importância social, histórica, cultural e patrimonial do Ilê Obá Ogunté, popularmente conhecido como Sítio de Pai Adão, comunidade-terreiro de xangô mais antiga de Pernambuco, o Museu da Cidade do Recife recebe a exposição “Recife Nagô – Imagens e histórias do Ilê Obá Ogunté por Manoel Papai, Mateus Sá e Pierre Verger”. A mostra foi inaugurada no dia 02 de dezembro e segue aberta para visitação até o dia 31 de janeiro de 2024. 

A mostra homenageia e celebra a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos no terreiro de candomblé mais antigo de Pernambuco, representado na pessoa de Manoel Costa, conhecido como Manoel Papai, e que este ano completa 45 anos como Babalorixá do Sítio de Pai Adão, primeiro terreiro de matriz africana a receber tombamento como patrimônio estadual e o segundo terreiro tombado no Brasil, localizado no bairro de Água Fria, na zona norte do Recife. 

A exposição “Recife Nagô” reúne 50 imagens do fotógrafo e artista visual pernambucano Mateus Sá, com fotos inéditas da Festa de Yemanjá 2022. A mostra conta ainda com 12 fotografias pioneiras, em preto e branco, do fotógrafo francês Pierre Verger, datadas de 1947. Nesse período, Verger passou vários meses no estado de Pernambuco, fotografando a cultura popular e incluindo fotos de cultos religiosos, dentre as quais, as realizadas no Ilê Obá Ogunté, sendo considerados os primeiros registros fotográficos do Sítio de Pai Adão.

“Esta é uma exposição para ver, ler, ouvir, sentir, refletir. Foi concebida com conteúdos inéditos e iconográficos para celebrar o terreiro de xangô mais antigo de Pernambuco. As imagens em grande formato convidam o visitante a pedir licença e entrar na história centenária do Ilê Obá Ogunté – Sítio de Pai Adão, que tem papel fundamental na formação da cultura afro-brasileira”, relata Augusto Lins Soares, que fez a curadoria da exposição junto com Raul Lody.

Os visitantes também terão contato com  a instalação “Águas de Yemanjá”, da artista plástica Thiana Santos, em homenagem ao orixá fundador das tradições Nagô no Recife. Além disso, a história do Sítio será contada no mini livro ilustrado “Águas de axé”, de Raul Lody, que será distribuído gratuitamente ao público. A mostra também apresenta um vídeo  com trechos da entrevista de Manoel Papai para a Fundação Joaquim Nabuco, contando a história e a importância do Ilê Obá Ogunté – Sítio de Pai Adão para a cultura brasileira.

O Sítio de Pai Adão é a comunidade-terreiro de xangô mais antiga de Pernambuco. Crédito: Mateus Sá

 

Serviço:

Exposição “Recife Nagô – Imagens e histórias do Ilê Obá Ogunté por Manoel Papai, Mateus Sá e Pierre Verger”

Período de funcionamento: 02 de dezembro a 31 de janeiro de 2024

Local: Museu da Cidade do Recife

Horário: A visitação acontece de quarta a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 10h às 16h.

 

*Reprodução texto divulgação/Assessoria de imprensa

Escrito por:

Afoitas Jornalismo

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