Escola de Dança Helaynne Sampaio abre inscrições para vivência “Afefé Oyá: Nos Embalos Ajô Nagô”

“Afefé Oyá: Nos Embalos Ajô Nagô” é o nome do projeto idealizado e produzido pela Yalaxé Olefun Helaynne Sampaio, do Terreiro de Mãe Amara, que tem início neste sábado (6), na sede do Centro Cultural Afoxé Oyá Alaxé. O espaço, que fica localizado no Pátio de São Pedro, é onde funciona a Escola de Dança Nagô fundada pela dançarina, que também é professora licenciada e mestra em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os encontros são gratuitos e as inscrições podem ser realizadas pela internet.

Com incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura do Recife, o projeto prevê a realização de cinco xirês de ensinamentos e oficinas que funcionarão como um processo de formação de meninas e mulheres negras. As aulas vão abordar temas ligados à cultura popular, Afoxé, Dança Nagô e Direitos Humanos com foco no combate ao racismo religioso. Esses xirês tem como intuito fortalecer as vivências e trajetórias das meninas e mulheres negras, ressaltando suas potencialidades através do aquilombamento, da expressão artística e do ativismo

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas por meio do formulário online, disponível na BIO dos Instagram @espacodancahelaynne @escoladedancanago e também pelo WhatsApp (81) 99610-5467 e acontecem até dia 31 de junho de 2024, data que ocorrerá o último xirê-encontro de formação do projeto.

De acordo com Yalaxé Olefun, que e fundadora do grupo de dança e coletivo feminista antirracista Balé Nagô Ajô, comenta que a iniciativa deve reforçar a luta por igualdade de raça e gênero. “O projeto tem como intuito fortalecer as vivências e as trajetórias das meninas e mulheres negras, ressaltando suas potencialidades através do aquilombamento, da expressão artística e do ativismo que a cultura afro, por meio da dança nagô, possibilita às pessoas. Mesmo que as vagas sejam prioridade das obinrins negras, as mulheres não negras e homens negros ou não, também poderão se inscrever, pois a luta antirracista e antissexista é dever de todas, todos e todes”, afirma .

Para Olefun, a dança desempenha um papel fundamental na formação e empoderamento de meninas e mulheres. “A dança, na perspectiva afrocentrada, é conexão ancestral, que nos nutri de sabedoria, de afeto e de poder, conferindo caminhos e sentidos à existência das meninas e mulheres negras. É dançando nagô que se produz subjetividades potentes e orgulhosas da sua ancestralidade, que sempre se encontra viva, abrindo caminhos prósperos. Então, a dança nagô é um dispositivo cultural afro-diaspórico, pedagógico e político antirracista, contra-colonial e antissexista, que constrói empoderamento, representatividade, letramento racial crítico de enfretamento às desigualdades étnico-racial e de gênero, potencializando o axé que habita em nós”, acredita.

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Afoitas Jornalismo

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